Pesca é proibida nos rios São Francisco e das Velhas

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Guilherme Morais
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Pesca é proibida nos rios São Francisco e das Velhas

Mensagem por Guilherme Morais » Qua Out 17, 2007 3:12 pm

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Pesca é proibida nos rios São Francisco e das Velhas

Fiscalização do IEF e Polícia Militar de Meio Ambiente será intensificada, para evitar o consumo de peixes. Pescadores vão receber auxílio mensal de um salário mínimo

Flávio Soares, de 60 anos, pescador de Barra do Guaicuí, mostra os peixes que apareceram mortos no rio
Pela primeira vez na história de Minas Gerais, a pesca nos rios das Velhas e São Francisco será proibida, devido à contaminação das águas, que põe em risco a saúde da população de cerca de 60 cidades das regiões Central e Norte do estado. Nesta quinta-feira, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) deve publicar no Minas Gerais uma portaria que impede a atividade por causa da alta concentração de cianobactérias (algas azuis) até 1º de novembro, quando começa a piracema. Um alerta também será divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde para que o uso da água e o consumo de pescado sejam evitados em todos os municípios nos quais testes de qualidade apontam um quadro crítico.

Segundo o gerente de Fauna Aquática e Pesca do IEF, Marcelo Coutinho Amarante, a proibição da pesca vai valer para um trecho de 200 quilômetros do Rio das Velhas, entre Jequitibá, na Região Central, e Barra do Guaicuí, distrito de Várzea da Palma, no Norte. No São Francisco, a restrição será entre Barra do Guaicuí e a cidade de Manga, também no Norte de Minas, numa extensão de 428 quilômetros. “Vamos intensificar a fiscalização feita pelo IEF e pela Polícia Militar de Meio Ambiente. No Velhas, a pesca profissional já era proibida, mas era liberada a de subsistência e amadora, e agora serão impedidas todas as modalidades. Essa é uma medida preventiva, pois há risco de contaminação pela toxina liberada pela cianobactéria, apesar de ainda não haver notificação formal de nenhum caso”, disse Marcelo Amarante.

Em 1º de novembro, quando vence o prazo de validade da portaria, todos os trechos serão reavaliados pela Copasa. Se os níveis de contaminação das águas permanecerem acima do aceitável pelo Ministério da Saúde, a proibição da pesca será estendida. Caso contrário, passarão a valer as regras da piracema, que restringe a quantidade e o tamanho dos peixes retirados dos rios até 28 de fevereiro do ano que vem, pois nesse período as espécies sobem até a cabeceira para reproduzir. Para avaliar a presença da toxina nos peixes, a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) vai enviar, nos próximos dias, amostras ao laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Testes

O acompanhamento semanal da qualidade das águas nos rios das Velhas e São Francisco vai contar, a partir desta semana, com um novo ponto de coleta: entre Lagoa Santa e Jequitibá, na Região Central. “O Ministério da Saúde considera aceitável a concentração de um micrograma de cianobactéria por litro de água tratada. O último exame apontou níveis abaixo do estipulado nos rios Doce, das Velhas e São Francisco, mas está mantido o alerta, pois as algas azuis são muito sensíveis e podem voltar com uma simples mudança no vento, na velocidade da água ou na temperatura”, explicou o biólogo da Copasa, Fernando Jardim. Segundo ele, o principal alerta é para que a população ribeirinha evite consumir água captada diretamente dos rios e pescados.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, o contato e a ingestão de toxinas liberadas pelas cianobactérias podem trazer complicações para o fígado e, dependendo do grau de contaminação da água, podem causar hepatite tóxica e câncer. Outros sintomas são inflamação nos seios da face e asma, irritação na pele, olhos, ouvidos, lábios e garganta, náuseas e vômitos. A toxina também pode afetar o sistema nervoso central, provocando dormência e formigamento das extremidades (pontas de dedo, nariz e orelhas), convulsão, paralisia muscular e, em casos extremos, até a morte.
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jckruel
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Sobre as cianobactérias...

Mensagem por jckruel » Qua Out 17, 2007 5:45 pm

Prezados companheiros,

Foi por estas razões (entre outras) que a APEGO começou sua luta via judicial, há exatos cinco anos atrás, através da ACP Serra do Facão e um ano depois na UHE Serra da Mesa! (Atualmente uma recente, através de uma cooperação com a AMAr, lá na UHE Nova Ponte).

Durante todo este tempo passei por incompreensões, intolerâncias e agravos pelo setor elétrico que tentaram me transformar num ambientalista "xiita" pretensioso e hiposuficiente (analfa) tecnicamente.

Tudo o que fizemos até o momento, além de objetivar a reparação dos danos ambientais causados pelos empreendimentos hidrelétricos, foi especialmente preocupados em divulgar o que hoje estamos vendo através da imprensa de Minas Gerais!

Isso em função da grande preocupação com a saúde dos companheiros e com a imensa desinformação sobre o assunto.

É uma sensação estranha ver começar a acontecer a divulgação dos efeitos e consequências, não com relação à razão que sempre tivemos considerados os danos causados pelas cianobactérias, mas o sentimento contraditório de alegria e tristeza ao mesmo tempo, porém motivador de ver o poder público, finalmente, ter a coragem de enfrentar o problema e cumprir seu dever constitucional de proteger a saúde de seu povo!

Mas tinha que ser em Minas Gerais o começo... Tenho dito que assim como nasceram os conceitos de democracia e liberdade com Tiradentes, também lá em Minas nascem novos conceitos de gestão ambiental, ora acrescido de mais um mérito: o da coragem, não de buscar culpados, mas de enfrentar de frente um problema de grande magnitude, que há de ensejar uma brutal mudança de políticas públicas voltadas ao saneamento básico, já que o alimento das cianobactérias são os esgotos não tratados.

Nesta hora em que começam a fluir as informações verdadeiras sobre os riscos dos danos reais e potenciais para as populações ribeirinhas e nós pescadores, sinto-me no dever de complementar o que ainda não foi dito.

Por isso estou postando aqui, neste cantinho amigo, democrático e sério da Caterva, aquilo que julgo oportuno. (embora muitos não tenham "saco" de ver muito conteúdo técnico. A estes minhas desculpas.)

Vejam o que diz a portaria do Ministério da Saúde:

Portaria 518 do Ministério da Saúde de 25/03/04:

“XI – Cianotoxinas: toxinas produzidas por cianobactérias que apresentam efeitos adversos a saúde por ingestão oral, incluindo:

a – Microcistinas: Hepatotoxinas heptapeptídicas cíclicas produzidas por cianobactérias, com efeito potente da inibição de proteínas fosfatases dos tipos 1 e 2 A e promotoras de tumores;

b – Cilidrospermopsina: Alcalóide guanídico cíclico produzido por cianobactérias, inibidor de síntese protéica, predominantemente hepatotóxico, apresentando também efeitos citotóxicos nos rins, baço, coração e outros órgãos;

c - Saxitoxinas: Grupo de alcalóides carbamatos neurotóxicos produzido por cianobactérias, não sulfatados (saxitoxinas) ou sulfatados (goniautoxinas e C-toxinas e derivados decarbamil, apresentando efeitos de inibição da condução nervosa por bloqueios dos canais de sódio).

Ora, ninguém há de supor que as autoridades ambientais públicas desconheciam a gravidade do que são as cianobactérias, mas é a primeira vez que um governo assume uma postura correta e corajosa de falar a verdade e tomar as providências cabíveis.

PARABÉNS a COPASA e ao Governo de Minas Gerais!!! É assim que se faz!!



Em Pernambuco ocorreram 58 óbitos naquela clínica de hemodiálise e que eu saiba, ficou por isso mesmo já que ao que parece, deram um caráter culposo ao incidente.

Já na Bahia, (São Francisco) houve um caso similar em Pirapora, onde ocorreu a contaminação em aproximadamente 2.600 pessoas com vários óbitos.

A questão que não quer calar é: quantas pessoas precisariam morrer para que o poder público tomasse as providências???

Pelo visto, pelo menos em Minas Gerais não haverão mortes por omissão do poder público!

Saibam também que as cianobactérias apresentam outras características preocupantes, pois na natureza, apresentam o fenômeno da bioacumulação (inclusive nos peixes) e também a biomagnificação, isto é contaminam toda a cadeia biológica! Não bastasse isso, ainda são responsáveis (um dos principais) pela doença de Alzheimer.

Agora vejam o que dizem cientistas internacionais:

TAXAS DIVERSAS DE PRODUTO DE CYANOBACTERIA - N-METHYLAMINO-L-ALANINA, UM AMINOÁCIDO NEUROTÓXICO.(BMAA )

Paul Alan Cox*, Sandra Anne Banack , Susan J., Murch*, Ulla Rasmussen , Geórgia Tien , Robert Richard Bidigare , James S., Metcalf, Louise F. Morrison, Geoffrey A. Codd e Birgitta Bergman. 24 de fevereiro de 2.005

• "Uma vez ingerido, o BMAA pode ser ligado através de proteínas dentro do corpo, resultando em uma liberação lenta de BMAA durante anos como proteínas contaminadas que serão metabolizadas. A demonstração, por divisão enzimática, que BMAA está incorporado dentro da sucessão de aminoácido atual da proteína, acrescentaria peso a esta hipótese.

• O BMAA foi descoberto recentemente nos tecidos de cérebro dos pacientes de nove Alzheimer canadenses, mas não foi encontrado nos tecidos de cérebro de 14 outros canadenses que morreram de causas sem conexão para neurodegeneração.


• Nós também achamos BMAA em outras simbioses de cyanobacterias/plantas (filiculoides de Azolla, 2 µg/g; kauaiensis de Gunnera, 4 µg/g) (Cool. Estes resultados novos levantaram perguntas adicionais. BMAA é produzido por outra taxa de cyanobacteria? A biomagnificação de BMAA cyanobacteria-produzida é único no ecossistema de Guam ou pode acontecer em outro lugar?


• Cianobactérias podem gerar moléculas perigosas para saúde humana, mas a produção de cyanotoxinas conhecidas é taxonomicamente esporádica. Por exemplo, as espécies de alguns gêneros produzem microcystinas hepatotoxicas, considerando que produção de nodulos hepatotoxicos parece ser limitada a um único gênero. A produção de neurotoxinas conhecidas também foi considerada filogeneticamente imprevisível. Nós informamos aqui que uma única neurotoxina, - N-methylamino-L-alanina, pode ser produzido por todos os grupos conhecidos de cyanobacteria, inclusive simbiose de cyanobacterias e cyanobacteria livre-vivo. A onipresença de cyanobacteria em meio terrestre, como também ambientes de água doce, salgados, e marinhos, sugere um potencial para exposição humana muito ampla.

• Investigações filogenéticas indicaram uma ocorrência precoce e difundida de genes envolvidos em síntese de peptídeos de nonribosomal, inclusive síntese de microcystin”.

• As consequências de toxinas de cianobactérias em saúde humana, indústrias, recreação, e vida selvagem são de preocupação crescente com a eutrofização e elevação das temperaturas globais que ativam aumentos na extensão geográfica, densidades de população, e duração de flores de cianobactérias em águas doces, salgadas, e marinhas. Envenenamentos humanos com florações de cianobactérias podem ser muito sérios".

(Perdoem a tradução sofrível, meu inglês é pessimo).


Pode ter sido até clarividência (rs) mas fomos os pioneiros e os únicos até o momento dispostos a discutir, informar e ter a coragem de ir até o judiciário buscar as soluções que a covardia, ganância e omissão dos empreendedores que tem se negado a reparar os danos causados.

Será que além das soluções das varas cíveis, irão prescindir das futuras ações criminais derivadas destas omissões?


Um grande abraço

Kruel
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Mensagem por NELSON MACIEL » Qua Out 17, 2007 6:30 pm

Pois é Kruel ...
Trabalho de formiguinha ... Aos poucos, lentamente, mas começam a aparecer uma luz no fim do túnel.
Que isso seja o início de uma nova era com o trato da natureza e com o respeito pelo ser humano.

Parabéns por tudo o que vc e a APEGO fizeram até hoje em nome do Pescador Brasileiro.
Nelson Maciel
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Mensagem por José Bogo » Qua Out 17, 2007 6:36 pm

Na Pesca e Companhia desse mês tem uma matéria fantástica sobre o Rio das Velhas.
Lugar fantástico!
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Mensagem por jckruel » Qua Out 17, 2007 6:49 pm

Pois é Grande Nelson...

Como disse PIO XII: "Não temo o mal! Temo o cansaço dos bons".

Estamos ficando mais velhos, cansados, por vezes intolerantes, outras incompreendidos e por outro lado, mais humanos e emotivos.

De minha parte, falo pelos meus temores de um dia já ter enterrado um companheiro de pesca quiçá atingido pelas consequências destas mazelas acima relatadas... Sofro com a omissão e a triste possibilidade de outras consequências ainda desconhecidas.

Não temo o que conheço, mas a experiência adquirida ensinou-me que devemos ser responsáveis, sob pena de omissão, de tentarmos ajudar nas soluções.

O que temos feito tem uma grande dose de amor por essas gerações que estão vindo, sem culpa, sem temor e sem medir consequências. Se um dia, algum resultado for obtido em termos de informação e de ações que possam mitigar os problemas, com certeza terá valido a pena!

Daqui para a frente, vai valer a avaliação dos riscos e a consciência dos perigos de matar (e comer) peixes contaminados! Quem sabe assim a pesca esportiva acabe consolidando? (rs)

Abração

Kruel
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Mensagem por NELSON MACIEL » Qua Out 17, 2007 8:00 pm

Pois é Vivente ... Nosso futuro será comer peixe de cativeiro, assim como comemos frangos carregados de hormônios ...
É o futuro da humanidade ...

Mas tenha certeza de uma coisa, todo o teu esforço tem o nosso reconhecimento e o nosso agradecimento, Kruel. Tu és um baita cara mesmo !
Nelson Maciel
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Mensagem por Alexandre Estanislau (Zeca) » Seg Out 20, 2008 8:51 pm

Mesmo com isto tudo a proibição da pesca não muda em nada que os esgotos continuem caindo no rio.

E pior é que ainda proibido os pescadores profissionais continuam no rio pescando... e vendendo na ponte os peixe contaminado. Complicado isso.

Conversando com um amigo ele comentou que um deputado cogitou ajudar ao pescador esportivo, depois vou fazer uma pesquisa e disse assim - vou ajudar o pescador profissional, que me dá mais voto direto.

Este é o problema... a moeda é o voto. O pescador esportivo não é organizado e fazer isto em Minas é muito difícil... não achei que fosse tanto.
Abraços
Alexandre (Zeca) | <*))>>><
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Eric Carreras
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Mensagem por Eric Carreras » Seg Out 20, 2008 9:03 pm

zeca escreveu:Mesmo com isto tudo a proibição da pesca não muda em nada que os esgotos continuem caindo no rio.

E pior é que ainda proibido os pescadores profissionais continuam no rio pescando... e vendendo na ponte os peixe contaminado. Complicado isso.

Conversando com um amigo ele comentou que um deputado cogitou ajudar ao pescador esportivo, depois vou fazer uma pesquisa e disse assim - vou ajudar o pescador profissional, que me dá mais voto direto.

Este é o problema... a moeda é o voto. O pescador esportivo não é organizado e fazer isto em Minas é muito difícil... não achei que fosse tanto.
Pois é, caro Zeca...
acho que tal problema se estende no Brasil inteiro...infelismente!
As autoridades só fazem promessas de cego... isso é ridiculo!!!
http://www.jampafishing.com/
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Luciano R. Cota
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Mensagem por Luciano R. Cota » Ter Nov 25, 2008 9:39 am

Prezados.

Em Minas Gerais a COPASA e o IGAM tem uma atuação excelente de monitoramento da qualidade das águas do estado. A cada ano o programa Águas de Minas amplia sua rede de amostragem e o número de parâmetros de monitoramento. Atualmente o programa é referência nacional, publicando anualmente índices de avaliação de qualidade da água.Para saber mais:
http://aguas.igam.mg.gov.br/aguas/htmls/index.htm

Juntoao IGAM a COPASA, através do renomado biólogo Fernando Jardim, especialista em cianobactérias, faz um trabalho de acompanhamento do desenvolvimento destes organismos na maioria dos reservatórios artificiais em MG. Além de um requisito legal, instituído pelo COPAM e pelo CONAMA, o monitoramento do desenvolvimento de cianobactérias é de grande interesse para os empreendedores, não só pela manutenção da qualidade da água de seus reservatórios, contribuindo ao Plano Diretor de Uso e Ocupação (PACUERA), assim como pela manutenção das infra-estruturas das usinas que são diretamente afetadas por estes organismos. Uma observaçao deve ser feita: existem empreendedores e empreendedores.

Durante a minha experiência profissional, pude observar e constatar, que, felizmente, o estado de Minas Gerais apresenta um diferencial no tratamento ambiental, principalmente durante os licenciamentos e na conduta exigida aos empreendedores pelos órgãos ambientais quando da instalação de qualquer empreendimento gerador de impacto ambiental signifcativo.

Existem diversas ações e projetos para recuperação de bacias em MG, encabeçadas por comitês de bacias e universidades.
(ex. http://www.manuelzao.ufmg.br/)

Essas ações são louváveis e acredito que possam sim trazer as melhorias a que se propõem. Se está ruim com elas, imaginem sem elas. Infelizmente, apesar de todas estas boas iniciativas, o Brasil ainda é um país em que este tipo de ação ainda é recente, sem ainda movimentação social necessária para fazer a diferença. Não importa todo esforço e dinheiro injetado em programas de recuperação se o Titonho e o Queiroz, ribeirinhos do Velhas ou do São Francisco, continuam jogando lixo, o efluente da pocilga e a descarga sanitária diretamente no rio. O projeto deve ser amplo, assim como a magnitude doproblema, como muito bem colocado pelo Kruel, saneamento básico. E quando falamos de saneamento básico no Brasil é a mesma coisa que falar de cinzeiroem moto. Pra quê? Dizem os políticos que cano debaixo da terra não dá voto.

É druris.
Alguém tem um Dreyher aí?

Abraços.
Cota
"Eu não quero saber quem cortou a perna do Saci. Eu quero é o tênis!"
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